03/02/10

Dois borrões

Ainda não conseguem esquecer dos borrões,
eles estavam ali, deixando o chão imundo
pois não há nada nesse mundo que possa
apagar esse erros... borrões.

Ele, de certa forma, tentou
limpá-los com as gotas tristes de seus olhos...
ela lembrou que eram impossíveis de apagar;
e ali, deitados no frio, fitavam os borrões.

O que há de belo hoje?
Só o que é rude.
Nada de extravagâncias nas tentativas...

E ainda deitados no frio
sentem o calor percorrer os dois corações,
sentem pulsar outros borrões.

10/01/10

As estações do ano nunca foram um problema, até o momento em que comecei a tocá-las.
Senti todas, sem exceção, em minhas mãos, as vezes escorriam pelos meus dedos, pingavam no chão, dando um tom oras colorido oras preto e branco a ele.
Ainda assim, caminhei sem demora em busca de mais, só as estações não me eram suficientes. Tornaram-se rotinas exageradas e inseguras...
Um ano, entre verão, outono, inverno e primavera, tranbordei em sonhos. Alguns contidos em sua imensidão, outros enormes em sua insignificância.
Mas ainda assim, sonhos...
A cada sonho escorrido de meus poros, as estações iam, pouco a pouco, voando pelo chão... eram pisadas por mim.
Muita ingratidão que dei a elas, logo elas que sempre me deixaram de pé.
Mas agora, eu transbordava em sonhos.

15/12/09

Atordoada,
dada.
doada!
ator ...
Flor!

01/12/09

É bem provável que a mudança nunca chegue.
Que ela, por insegurança, medo ou seja lá o que for, se distancie cada vez mais...

31/10/09

Sabe a Capitu?
Então, viajou foi para Paris, ficou por lá mesmo - nunca foi pra Suíça. Conheceu tudo o que há de bom por lá (e o que há de ruim também). Criou bem seu filho, namorou, desnamorou e se fingiu de morta.
Fez muito bem!