31/10/09

Sabe a Capitu?
Então, viajou foi para Paris, ficou por lá mesmo - nunca foi pra Suíça. Conheceu tudo o que há de bom por lá (e o que há de ruim também). Criou bem seu filho, namorou, desnamorou e se fingiu de morta.
Fez muito bem!

21/10/09

Eu me enganei, naquele segundo
falei com voz de trovão, tive certeza de tudo
e depois meus olhos choveram, tempestades a fio.
Até consegui dias de sol, mas logo logo tudo se acinzentava.

Tentei de tudo, mas o melhor de tudo foi calar,
enfiei, com força, todo o silêncio do mundo na boca...
Na pior, fiquei melhor.
Na melhor não fiquei;

Mas tudo que eu desejava era o infinito
ou, quem sabe?, o privilégio de não querer...
e até não lembrar o tempo que fazia!

Inimiga da dor, a hora.
O querer em agonia,
me fez agonizar!

07/10/09

Interessante e constante era o vento dando pequenos tapas em minha face, enquanto a viagem de ônibus se repetia mais um dia. Nada gelado, era de temperatura agradável, gostoso... se entranhava entre meu cabelo, dando a ele um leve toque de bagunçado...
Do lado de dentro, eu sentada, via as pessoas deslizando pelas ruas, não consegui ver nenhuma cara de cansanço, todos - todos mesmo - pareciam ter no rosto o mesmo tapa do vento. Foi nessa hora que notei que não posso conter o vento, que não posso segurá-lo e tê-lo só pra mim. Ele é de todos.
Não menos meu, não mais meu...
Voa, vento, segue na tua liberdade e dê tapas suaves no rosto de quem quiser... Um dia te tenho só pra mim!

20/09/09

Hoje é quinta, mas parece sexta.
Muita gente na rua (e já é madrugada)...
Será que ninguém mais trabalha na sexta?
Ou sexta já virou um terceiro dia do final de semana?

26/08/09

Choro de medo.











Verbo na primeira pessoa do singular, presente do indicativo.
ou
Substantivo masculino oras abstrato oras concreto.